13 dezembro 2010

Um velho sábio



No dorso de um velho,
Muito sábio me disse
Que o que eu sentisse
Não olhasse de modo cego.

Que tudo o que tenho que passar,
Tem sempre um bom lado
Mas sempre um fardo
Que tenho que carregar.

Que tudo que é bom não é fácil
Que nada que é preciso convêm,
Mas não existe nada que atem.

Que sou livre para pensar,
E que não devo ter medo
Daquilo que chamam de "amar".


Débora Cristina Albertoni

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